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Rê, 26 anos mais que completos, publicitária em tempo comercial,contista nas horas vagas e sonhadora em tempo integral!
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Terça-feira, Janeiro 23, 2007

Mais um teste de internet
ou simplesmente
Blog pé na cova


Personalidade INFP

Pois é, sou idealista, oras bolas. E o que mais me espanta é perceber que alguém finalmente me entendeu. Vejam só isso:

Quanto a detalhes mundanos da vida (como lavar, limpar, passar, etc), você praticamente não está ciente deles. Você pode passar meses sem perceber as manchas no carpete, e, mesmo quando percebe, adia este tipo de tarefa o quanto puder. Isso pode fazer com que problemas pequenos se avolumem, e se transformem em problemas cada vez maiores.

Deixa eu ir ali e mostrar isso pra algumas pessoinhas que moram comigo. Afinal, quem irá contra explicações Jungianas, não é mesmo?

Rê.::.14:26
Fala aí:


Quinta-feira, Janeiro 11, 2007

Meu momento superegodescontrol

You Belong in Milan

Stylish and sophisticated, you want to enjoy a truly European life - away from tourists!
Milan fits you perfectly. Great shopping, high quality food, lots of culture... with very little hype.



***
Depois de descobrir que Milão é a minha cara, ganhei o dia. O que são as coisas simples da vida, não?

Rê.::.11:21
Fala aí:


Quinta-feira, Janeiro 04, 2007

Da série Infinito Particular

Mais do mesmo ou O que esperar de 2007, o retorno

De 2007? Eu espero mais gentileza.
Que as pessoas aprendam a sorrir, a se olhar nos olhos.
Que bom dia não seja um mero cumprimento. Que seja um desejo de verdade dado por um estranho que resolveu me querer bem.
Que a pressa não animalize ninguém. Ao contrário. Que a pressa nos ensine a finitude da vida e nos faça ver, mesmo de relance, o ser humano fantástico que acaba de passar ao lado.
Que o tempo não mais escravize. Que possamos nos libertar dos segundos, dos minutos, transformando tudo em momentos. Momentos a serem delicadamente vividos.
Que escadas rolantes, elevadores e filas de locais públicos não se tornem rinhas de gente de briga.
Que as faixas de pedestres sejam verdadeiramente respeitadas. Por pedestres e automobilizados na mesma medida.
Que vida privada e vida pública sejam finalmente bem delimitadas. E que todos nós saibamos a hora de nos transpor de um lado para outro, sem perdas. Mas muitos ganhos.
Em 2007, que os pequenos gestos de gentileza sejam vistos como realmente são: como fonte inesgotável de humana grandeza.

Rê.::.14:54
Fala aí:


Terça-feira, Janeiro 02, 2007

Da série Infinito Particular

O que esperar de 2007?

Já em seus primeiros segundos, o novo ano que se aproxima coloca um anúncio nos principais jornais mundiais: CAPITAL ILIMITADO PROCURA SÓCIO CRIATIVO.

Ao lerem o anúncio, milhares de pessoas se entusiasmam e, pensando no que poderão ganhar, fazem planos, metas. Com este capital ilimitado, com certeza, 2007 será diferente!

Só que o ano vai passando e as coisas parecem não acontecer. Aqueles que antes estavam tão eufóricos agora mal se lembram do que têm a seu dispor. E maldizem o ano, torcendo para que ele acabe logo e para que um novo ano, e claro, um novo anúncio, cheguem logo.

Se esta história lhe parece familiar, para mim também o é. Cada ano que entra chega com um capital ilimitado - de tempo, de sorrisos, de possibilidades, de alegrias - à nossa espera. E cabe a cada um de nós saber agir com criatividade para nos associarmos a este grande capital.

Só que o dia a dia, as tristezas ou até mesmo as dificuldades, vão minando nossa criatividade. Nos esquecemos que temos em nós uma fonte inesgotável de criatividade. Isso mesmo, já que o Criador de todas as coisas é imensamente criativo e nos fez conforme a Sua imagem e semelhança!

O que eu espero de 2007 é que cada um de nós tenha perseverança. Que não desistamos de nossos sonhos e que saibamos usar sempre a criatividade. Afinal, temos à nossa disposição um capital ilimitado de grandes oportunidades!

Feliz 2007!

Rê.::.09:46
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Quarta-feira, Novembro 22, 2006

Das gentes

Uma das coisa que mais gosto em Sampa é a pluralidade. É muita gente. Mas não é sempre a mesma gente a cada esquina. É uma gente diferente a cada esbarrão, a cada olhada. Gente como a gente. Gente diferente da gente. Gente de olhinhos puxados ou cabelos esticados. Gente de gravata ou gente de chinelão e bermudão. Gente pra todos os tipos e gostos e bolsos e tudo mais que você e eu pudermos imaginar. E no meio de tanta gente, lá estava eu passando apressadamente pelo vão livre do Masp. E lá estava ele, observando a gente. E vendendo seu livro de poesias que eu, dura, naquele momento, não pude comprar. E quando eu ia me misturar novamente ao mar de gente da Paulista, ele me disse algo que só poderia ser dito por quem sabe como ninguém o que se passa na alma de tantas gentes diferentes: Se quiser ler poesia, basta se olhar no espelho!

***

Antes que você pergunte, Goiânia, minha cidade querida, também tem gente. Nem tanta gente quanto Sampa, mas tem. Só que às vezes é uma gente tão igual...

Da série Infinito Particular


Rê.::.14:28
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Terça-feira, Novembro 21, 2006

Infinito particular x Universo ao meu redor

Este não é nenhum tratado a respeito dos últimos dois trabalhos de Marisa Monte.
Também não é nenhuma daquelas incansáveis listas de músicas prediletas de cada um dos CDs.
Nem pense nisso. Também não vou discorrer sobre o dispositivo utilizado pela cantora e seu selo independente numa tentativa de burlar a pirataria.
Nada disso. É bem mais simples. E talvez óbvio.
Os posts de Pequi, a partir de agora, virão com um desses dois títulos.
Infinito particular trará sempre minhas opiniões enquanto Rê Cabral, pessoa física, que vez ou outra usará Pequi como um diarinho virtual.
Universo ao meu redor será o espaço da Moça do Pequi. Daquela mesma que depende da visita de Dona Inspiração pra escrever contos e poesias. E que, tadinha, tem levado muito bolo da ilustre visita que nunca vem.
Sei que não é lá muito criativo. Mas dêem um desconto. É a lei da sobrevivência!
Em breve cenas dos próximos capítulos. Prometo novidades pra compensar o grande hiato!

Rê.::.23:22
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Segunda-feira, Agosto 21, 2006

Confusão

Olhando assim, de rabo de olho, a impressão que tinha era a de que continuava a mesma. Os mesmos olhos verdes embaçados, o mesmo cabelo encaracolado. Aquela velha impressão de quem sabe tudo mas que, na verdade, esconde o nada saber. Mas por mais que se achasse a mesma, sabia que o espelho a enganava. Quer dizer, ele se enganava. Mostrando as mesmas rugas de expressão, o mesmo sorriso quase perfeito, ele achava que tudo enxergava. Doce ilusão. Algo mudara. Ou estava mudando. Só que lá dentro. Onde não há reflexo possível. Onde se esconde a essência. Onde não importa a aparência. Algo estava mudando. Os sentimentos, na maior parte das vezes tranqüilos, estavam agitados, antevendo a tempestade que estava por vir. Os pensamentos, voavam confusos, batendo-se uns nos outros. As vontades, os desejos, ora entorpeciam-se, ora acordavam voluptuosamente. E ela ali, tentando acalmar-se. Fazendo cara de igual, mesmo sabendo que dali em diante tudo seria diferente.

***

Fazer aniversário sempre foi engraçado pra mim. É apenas um dígito que muda. Ou como diria minha vó, apenas uma casa. Mas é incrível observar o poder de confusão que esta passagem tem em minha vida. Talvez, porque eu sempre pense que envelhecer é trocar de casca. E como é duro abandonar algo que sempre me serviu tão bem!

Rê.::.10:57
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Segunda-feira, Agosto 07, 2006



Dê-me asas

Dê- me asas
Quero voar além
Quero ir adiante
Quero quebrar a barreira tempo-espaço
Quero saber o que se esconde no infinito

Dê-me asas
Quero descobrir o que se esconde onde o vento faz a curva
Onde o arco-íris se deita
Onde o Sol acorda
Quero pegar a Lua de surpresa

Dê-me asas
Quero poder abri-las e outros acolher
Quero esconder as crianças do Líbano
Quero amparar as lágrimas distantes

Dê-me asas
Quero ajuntar a humanidade
Fazer uma grande ciranda
Soltar pipa, balão
Jogar bola, gamão

Dê-me asas
Quero resgatar a inocência
Vou ali procurar a solidariedade
Tentar convencer a esperança a aparecer

Dê-me asas
E venha voar comigo
Brincar de imaginar
O que hoje não se pode mais enxegar.


Rê.::.15:34
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Quinta-feira, Agosto 03, 2006



Hoje acordei com vontade de laço.
De te envolver em um abraço.

Rê.::.15:24
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Sexta-feira, Julho 28, 2006



Reflexo

Aquela no espelho não era ela. Definitivamente aquelas olheiras não lhe pertenciam. Aquelas ruguinhas de expressão também não. Assustada, saiu do banheiro em disparada. Encontrando-o dormindo o sono do só mais cinco minutos, sacudiu-o. E gritou. O que tinha acontecido com ela?, berrava incontrolavelmente. Ele, ainda envolto na sonolência típica de um operário em manhã de trabalho, apenas virou-se para o lado. Ela, com aquela imagem aterrorizante na cabeça, empurrou-o da cama. Quem era aquela no espelho? Abruptamente acordado, abriu um dos olhos. Olhando-a, da perspectiva de quem está no rés do chão enquanto o outro está na cobertura, teve medo do que viu. Esfregou os olhos e os manteve fixos no chão, longe daquele ser descontrolado que bradava e gesticulava como uma típica representante do sexo feminino no auge de seu momento TPM. Ela, não satisfeita, jogou-se no chão e colocou-se diante dele. O que estava acontecendo com ela? Não se reconhecia. Ele, bravamente, jogou seu braço em torno daquele pescoço nervoso. Que inicialmente resistiu, afastando-se. Mas que, depois de alguns segundos insistentes, cedeu. Aproximando-a de si, beijou-lhe a testa. Fez carinho em seus desgrenhados cabelos. E disse a senha mágica. Eu amo você. Como que despertada de um encantamento, ela sorriu. E olhando-o nos olhos dele, enxergou-se como era de verdade. A mulher mais amada do mundo.

Rê.::.11:02
Fala aí:


Quarta-feira, Julho 26, 2006



Sentidos

Pensando que era o fim, desistiu. De si mesma, de tudo, da vida. Resolveu esperar o ponto final envolta na mesmice que comandara seus últimos dias. Resignou-se a aceitar o mundo cinza que instalara-se dentro de seus olhos. Sentia-se pronta para a derrocada. Mas ao contrário do que acreditava, as coisas começaram a mudar. Não vagarosamente, como é o próprio do ciclo vital. Instantaneamente, isso sim. Seus olhos abriram-se. E viram todas as cores que se formavam por trás da neblina imposta pelo cotidiano. Seus ouvidos abriram-se. E ela finalmente ouviu a doce melodia que batia dentro de cada um. Suas narinas abriram-se. E sentiram o doce aroma que impele os corpos uns para os outros. O que antes era o fim, transformou-se num novo começo. Cheio de aventuras a serem exploradas. Cheio de novas valsas a serem dançadas. Sua alma menina libertou-se. E encantou-se com os novos sentidos que, dando-lhes as mãos, a conduziram por um novo e vivo caminho.

Rê.::.11:18
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Segunda-feira, Julho 24, 2006



Teatro

Pensou várias vezes no que diria. Ensaiou os gestos, que seriam sempre contidos. Olhou-se no espelho e treinou o olhar. Nada de encará-lo. Sabia que isso podia ser fatal. E preparada que estava, preparada foi-se. Só não contava com um detalhe: ele não estava por dentro do script. No meio do restaurante, viu-se com ele aos seus pés. Pedindo que não fosse. Pedindo que não o deixasse só. Os olhos dele, que ela tanto ensaiou ver distante dos seus, penetraram-lhe fundo na alma. Mexendo com a razão. Brincando com os sentimentos. Dançando com a esperança de ficarem pra sempre juntos. Tentou afasta-lo de si. Tocando-o para impor-lhe distância, criou uma ponte entre ambos, aproximando-o, sem perceber, de si. E ele, percebendo que as últimas resistências foram minadas, beijou-a como nunca fizera antes, levando a platéia que os assistia, ao delírio. Dentro de si, ela sorria. O espetáculo acabou sendo inusitado. E com certeza bem mais interessante que aquele inicialmente ensaiado.

***


Também tenho sentido saudades de vocês. Mas parece que Dona Inspiração resolveu tirar férias sem dizer pra onde iria. Quando ela aparece, mesmo que de relance, tento agarrá-la. Mas ela, esperta, sabe que na minha correria rotineira, não poderia tratá-la como ela merece. Enquanto brincamos de gata e rata uma com a outra, vou tentando atualizar o Pequi. Aos trancos e barrancos criativos. Fazendo de tudo para que a vinda de vocês aqui seja ao menos proveitosa!

Rê.::.09:17
Fala aí:


Terça-feira, Junho 13, 2006

Razões que o coração desconhece

Olhando pela janela, teve a certeza de que ele estava lá, do outro lado da rua, a espera de um sinal. Firme como só ela podia ser, fechou as cortinas e continuou a seguir o script de sua rotina. O telefone tocou mais uma vez. Sabedora de que era ele a esperá-la do outro lado da linha ¿ e da esquina ¿ não entendeu. Mais uma vez ele não poderia entrar. Insistente, o telefone não mais tocava. Gritava e berrava por atenção. Ela, impaciente, atendeu e disse simplesmente não. Antes de desligar, o ouviu pedir perdão. Balançou. Era a hora de decidir-se. O colocaria novamente pra dentro ou o exilaria pra sempre no mundo de fora? Embora quisesse ouvir seu coração, compactuou com a razão. Era sempre bom ter mais um corpo pra esquentar o colchão.

Rê.::.11:55
Fala aí:


Segunda-feira, Junho 12, 2006

Dos desencontros e encontros

Sabia que ele a esperava. Mas não tinha a coragem necessária para aquele encontro. Ele esperava palavras. Ela só tinha silêncio. Ele esperava respostas. Ela estava inundada por dúvidas e inquietações. Ele queria um afago. Ela estava naquela de distância. Achou melhor não comparecer. Seria sua melhor resposta. Por via das dúvidas, resolveu passar em frente ao local marcado. E lá estava ele, com aquela pose de quem espera e alcança. Quando deu por si, já estava sentada à mesa, inebriada por aquele sorriso. Dizendo sim ao tão temido compromisso.

***

Pros novos viajantes do espaço Pequi, todos os textos postados são de minha autoria. Se quiser postar algum deles em seu blog, sinta-se à vontade - desde que os créditos sejam dados!

Rê.::.11:24
Fala aí:


Sexta-feira, Junho 02, 2006

Desbotar

A sensação de transparência me invadiu. Comecei a enxergar além das pessoas. Nem fora, nem dentro. Além. Vejo as circunstâncias, as causas e os efeitos. Mas não enxergo os personagens. A única coisa que me assombra é a silhueta dos mesmos. Sei que estão ali, sei que interagem, mas por mais que me esforce, não os capturo. Meus olhos não fotografam a matéria. Que direi da alma, então. Transparente que era, transparente ficou. Os lugares estão vazios. Os espaços, imensos. As coisas, muitas vezes, translúcidas. E nesse mundo de pessoas insignificantemente desaparecidas, começo a perder a cor. E quando menos espero, desapareço.

Rê.::.16:30
Fala aí: